COMO SURGIU A SERGIO ROSAR PICKUPS

A Sergio Rosar Pickups surgiu de uma forte vontade de realizar um grande sonho pessoal.

Na verdade um sonho comum à maioria das pessoas, o de constituir uma empresa e trabalhar numa área que gere pura satisfação.

Após anos trabalhando em diversas áreas distintas, sendo como gerente regional de multinacional, sócio de empresa no ramo automotivo, etc…, e atualmente sendo professor de disciplinas de administração de empresas de faculdades particulares em Florianópolis – SC, senti que era o momento de empreender e constituir a minha própria empresa.

Como um Administrador e Mestre em engenharia, pode entender de captadores?

Tudo iniciou aos 10 anos de idade, quando comecei a me envolver com aulas de música ao ganhar o primeiro instrumento musical de meu pai, o interesse foi crescendo gradativamente, e aos 15 anos freqüentando um curso técnico de eletrotécnica na Escola Técnica Federal de Santa Catarina, já montava circuitos eletrônicos de áudio, como pedais de efeitos e amplificadores para as minhas guitarras.

Após trabalhar em várias empresas na área técnica de robótica e automação industrial, desenvolvendo circuitos digitais, com o passar do tempo o curso superior de Administração de Empresas, título obtido na Universidade Federal de Santa Catarina, foi me afastando profissionalmente desta área técnica, entretanto a música e a eletrônica nunca saíram da minha vida. Como hobbista, projetei e executei inúmeros circuitos eletrônicos na área de áudio, isto foi uma força maior que me impulsionava diariamente.

Já ha alguns anos, comecei a bobinar o meu primeiro captador eletromagnético, em uma bobinadeira manual que projetei e construí, para rebobinar um transformador de saída de valvulas, de um amplificador LANEY VC50 britânico que havia adquirido, isto por achar o som dele um tanto áspero em relação aos modelos Fenders que já possuia, um Super 60 do final dos anos 80, e um Blues Delux do final dos 90.

Os resultados iniciais das primeiras bobinagens dos captadores foram muito interessantes e comecei a me envolver gradativamente em pesquisas aprofundadas sobre este universo da captação, buscando o conhecimento necessário para dominar todas as variáveis dos circuitos eletromagnéticos. Até este momento, sempre procurei chegar nos meus projetos o mais próximo possível do som gerado pelos famosos captadores fender e Gibson do final dos anos 50 e início dos 60, respeitados até hoje por suas características de fidelidade, preservando a personalidade do som do instrumento.

Após mostrar algumas das minhas bobinagens para alguns amigos Luthiers da região da grande Florianópolis, fui gradativamente sendo solicitado, devido a qualidade dos captadores, a restaurar alguns modelos vintage e até a criar algumas bobinas que não eram encontradas no mercado nacional, como por exemplo os filter trons da Gretsch e Trisonic da Burns britânica (utilizado pelo Brian May do Queen), como isto me gerava uma grande satisfação, utilizava as horas livres aos finais de semana para esta tarefa.

Estando estabelecido na vida profissional como administrador de empresas e professor, e tendo em vista o bom domínio técnico e principalmente a grande satisfação que tive nos resultados obtidos dos primeiros protótipos, comecei a estudar gradativamente, e com bastante cautela, o mercado nacional e os produtos ofertados neste segmento, com a finalidade de abrir uma pequena empresa para fornecer produtos nesta área. Encontrei um mercado dividido entre produtos de baixa qualidade provenientes da China, representados por empresas nacionais, e produtos de alta qualidade provenientes basicamente dos EUA, mas com um preço muito elevado.

O mercado Brasileiro encontra-se com poucas opções em captadores de alta qualidade fabricados inteiramente no Brasil, portanto neste segmento de produtos de qualidade, as marcas dos grandes fabricantes internacionais americanos reinam absolutas na mente dos músicos.

O problema no Brasil é que os músicos tem que pagar, injustamente, preços muito altos por estes produtos importados de alta qualidade, devido aos impostos elevados, e custas dos trâmites alfandegários.

Porque preços injustos ao consumidor? Porque os consumidores brasileiros tem de pagar pela incompetência da indústria nacional, em não ser capaz de lhes fornecer um produto de classe e qualidades internacionais, com preços competitivos. O fato é que o consumidor brasileiro paga nos produtos internacionais no mínimo o dobro do preço que pagaria num produto similar feito no Brasil. Apesar de algumas partes dos captadores terem de ser importadas, como por exemplo os núcleos de ALNICO, pois não são fabricados no Brasil, importar insumos paga menos impostos do que produtos acabados.

Alguns pequenos e novos fabricantes nacionais já começaram gradativamente a mudar este paradigma comercial, tentando aumentar a qualidade dos seus produtos sem aumentar os seus preços.

Estes fatores me levaram a pesquisar ainda mais a viabilidade do negócio e parcerias no fornecimento internacional de peças e nacionalização de outras.

Após intensivos estudos comerciais e técnicos, a Sergio Rosar Custom Pickups nasce com a finalidade de atender a você, músico Brasileiro exigente, que espera ter em mãos um produto da mais alta qualidade com o melhor custo benefício possível (Preço versus Qualidade). A gama de produtos ainda é singela, mas irá crescer mês a mês e de forma consistente até atender todas as demandas dos nossos consumidores.

O maior desafio, da Sergio Rosar Custom Pickups, é quebrar a resistência dos músicos brasileiros aos produtos fabricados no Brasil, resistência criada ao longo dos anos de fornecimento de produtos de baixa qualidade. Um grande desafio, que tenho a convicção será vencido gradativamente por um trabalho sério e competente.

Cordialmente Sergio Rosar